| chácara das flores | 23 e 24 de setembro |
ZONA LESTE
|
|
O Parque Chácara das Flores é um parque novo, mas muito bonito.
Logo na entrada encontra-se o parquinho, sempre cheio de crianças,
tem também um campo de futebol, com muitos jovens esperando sua vez
de jogar e um grande e florido - como o nome do parque já diz - espaço
de circulação.
Quando estivemos lá eles comemoravam o aniversário de 4 anos.
Então várias atividades estavam sendo desenvolvidas e o parque
estava bem movimentado.
O sábado foi de muito sol, o parque estava cheio e o local escolhido
para a apresentação parecia bom, uma praça de chão
de cimento com bancos ao redor.
Mas quando o público chegou para assistir a peça percebemos
que os bancos podiam ser nossos inimigos. Todos sentaram nos bancos formando
uma grande, imensa semi-arena. Precisaríamos, como sempre fazemos,
aproximar o público. Na “tormenta” tentamos chamar todo
mundo para formar uma semi-arena mais próxima do cenário, mas
não tivemos sucesso total. Para se aproximar da peça o público
precisaria levantar do banco e sentar no chão. Os adultos não
quiseram, mas as crianças sim. Não só se aproximaram
como trouxeram uns “balangandans” de papel crepon que tinham feito
na oficina de construção de brinquedo e que agitavam em todos
os momentos oportunos da peça. Elas participaram com seus instrumentos
coloridos com muito entusiasmo.
Então, fizemos a peça para as crianças sentadas bem perto
e os adultos de longe. A cada fala e música tinhamos que atravessar
o “mar” de crianças e alcançar os ouvidos atentos
da platéia mais velha.
No domingo a chuva castigou-nos novamente. Chegamos no Chácara das
Flores e nada lembrava o dia anterior. Estava vazio.
Não fizemos a peça. Mais uma vez. De novo na Zona Leste. De
novo em setembro.
“Cê tem bruchove?” Sim. Em setembro Chove.
Mariana Leite



