| horto florestal | 26 e 27 de agosto |
ZONA NORTE
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Após a grande dificuldade em agendar as apresentações,
a expectativa era grande, assim como foi no Parque da Juventude. Mas fomos
igualmente bem recebidos pelos funcionários. E a administração,
conforme prevíamos, não veio assistir. Uma pena, pois perderam
a oportunidade de entender a diferença entre peça política
e propaganda política...
Nos dois dias de apresentação contamos com um grande público
e a roda se formou como uma arena completa. Na maioria das vezes, o público
é disposto em semi-arena, mas nas apresentações mais
cheias alguns espectadores colocam-se atrás do cenário. Com
isso, ampliamos nossa atenção para a forma de nos direcionarmos
ao público, procurando incluir a todos.
Desde que estamos nos apresentando nos parques, o número de crianças
presentes diminuiu em relação à primeira temporada de
“Gozolândia” nos CEUs. Mas este final-de-semana, relembramos
um pouco algumas situações de improvisação causadas
pela participação intensa destes pequenos espectadores. Principalmente
no momento em que Celso Mim é eleito o prefeito interino da Gozolândia.Os
protestos chegaram a tal ponto que o juiz Nascimento teve que ficar um bom
tempo acalmando os ânimos para dar seqüência às ações
seguintes: a posse e o hino.
Foi uma grande alegria reencontrar neste dia uma mãe com seu filho
que haviam nos assistido casualmente na semana anterior no Parque da Juventude.
Naquela ocasião, o garoto saiu entristecido ao nos ver arrumar as coisas
para ir embora. Então, vieram novamente, e se disseram dispostos a
acompanhar nossa andança até a Zona Sul na próxima semana.
Daí pensei na indisposição das administrações
destes dois parques em nos receber... E ela se tornou ainda mais mesquinha,
e nosso esforço ainda mais valioso.
Ana Flávia Chrispiniano
Para saber mais sobre a “indisposição” dessas administrações
veja o texto:
"O TEATRO TEM PODER"




